quinta-feira, 5 de maio de 2011

Call of Duty: Black Ops - Escalation-analise

Call of Duty: Black Ops, a continuação de uma das maiores franquias atuais, chegou às prateleiras das lojas arrebentando, tendo vendido 7 milhões de cópias apenas em seu primeiro dia. Aproveitando o sucesso do título, a Treyarch trabalhou logo em um pacote de mapas chamado First Strike, vendido como DLC e que foi lançado no começo de 2011.

Nos últimos tempos, muito boatos têm circulado pela rede a respeito da possibilidade de um novo título de Modern Warfare — a divisão da franquia especializada em retratar combates contemporâneos —, contudo, o estúdio manteve a preocupação em dar suporte a Black Ops e anunciou um segundo pacote de expansão chamado Escalation.

Da mesma forma que o anterior, o pack conta com cinco novos mapas, sendo quatro para o modo multiplayer normal e um, chamado Call of The Dead, para o modo Zombie. Este último, no caso, foi o que criou o maior alarde entre os fãs da série quando foi anunciado. Afinal, foram confirmadas as presenças de diversos astros que criaram carreira no cinema em histórias que tinham alguma ligação com o sobrenatural, como Sarah Michelle Gellar e Robert Englund — intérpretes, respectivamente, da caça-vampiros Buffy e do habitante dos pesadelos Freddy Krueger.

Assim que os cerca de 800 MB de Escalation forem baixados, basta apenas iniciar Black Ops normalmente para acessar os novos mapas, sendo que talvez haja a necessidade de instalar uma pequena atualização assim que o game for iniciado.

No caso de Call of the Dead, basta escolher o mapa na modalidade Zombie para jogá-lo nos modos Solo ou Multiplayer, tanto local quanto online. Já para os quatro outros mapas (Hotel, Stockpile, Zoo e Convoy), é necessário selecionar a opção Find a Match dentro do modo Multiplayer. Uma vez que isso foi feito, logo abaixo de Core, Barebones, Hardcore e Prestige (caso esta opção esteja habilitada), estará a opção Escalation, que oferece aos gamers os modos Team Deathmatch, Domination, Search & Destroy e Moshpit para serem realizados nas novas localizações.

Aprovado

Qual quarto, senhor?

Quem entrar em uma partida no Hotel encontrará um edifício luxuoso inspirado nos resorts turísticos de Havana. Destacam-se nesse nível o grande nível de detalhes encontrado nos ambientes além de sua decoração luxuosa (que quase dá pena quando é atacada durante os tiroteios).

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Também estão à disposição dos jogadores elevadores que oferecem aos jogadores a possibilidade de alternar entre os andares da edificação, permitindo aos “hóspedes” que vasculhem seus diferentes quartos. Além disso, quem não quiser sair do hotel tem um amplo espaço coberto para percorrer em busca de seus inimigos sem se preocupar com os ataques de metralhadora e de napalm realizados pelas aeronaves do outro exército.

Além disso, existem possibilidades para diferentes tipos de jogadores nessa fase. Os que gostam de assumir o papel de franco-atirador irão subir até o topo do hotel ou então ficar à espreita nas janelas de um dos quartos. Entre os corredores, no entanto, existem muitos lugares em que é possível permanecer escondido durante o combate. Locais perfeitos para os que gostam de surpreender os jogadores incautos.

Uma estrada no meio do nada

Em Convoy, o cenário é baseado em uma estrada na qual caminhões que transportavam mísseis foram abandonados após um ataque. Há algumas construções ao redor, como um motel de beira de estrada e um posto de gasolina, além de uma passarela sobre a estrada que irá fazer a alegria dos snipers. É complicado, contudo, permanecer no local, pois é constante o movimento na região e aqueles que deixarem de prestar atenção ao seu redor irão sofrer as consequências.

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Deve ser destacado também que este é um dos cenários mais iluminados do game, além de ser também, ao lado de Hotel, o que mais utiliza variações de cores em seus ambientes. Tudo isso é feito de uma forma agradável que faz com quem passe pelo local imaginar como seria a vida no local antes dele se tornar alvo da guerra. Só é bom tomar cuidado para não se deslumbrar demais e tornar-se também um alvo para os projéteis dos outros.

Já pensou em entrar na jaula dos ursos?

Em Zoo, é possível entrar em diversas celas feitas para conter animais. A diferença é que seus antigos moradores já não estão mais lá, afinal este é um zoológico abandonado. Para reforçar a impressão de descaso, é possível citar até os tons utilizados na construção do cenário. São apenas cores abandonadas e detalhes como paredes cujas pinturas só têm se deteriorado com o tempo.

Além disso, o estágio oferece uma das maiores diversidades de ambientes, contando desde com antigas jaulas de animais, um aquário até os trilhos elevados — de uma espécie de trem desativado junto com o parque — que cortam todo o cenário. Estes trilhos são uma das melhores opções para os snipers de plantão, pois oferecem a visualização de grande parte do zoo. Contudo, uma vez que o gatilho é apertado, é bom dar um jeito de fugir rápido, pois a proteção oferecida pelos trilhos é mínima.

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Há também muitos corredores estreitos e edificações que trarão muita alegria para aqueles cujo estilo de jogo se resume a explorar o cenário e atirar em quem encontrar pela frente. Contudo, é bom prestar atenção em seu caminho, pois aqueles que decidirem realizar um sonho de infância e passear no zoológico podem levar a bala fatal sem nem saber de onde ela veio.

Fechem os portões

Quem é fascinado pela grande Mãe Rússia irá adorar Stockpile, um mapa ambientado em uma pequena vila soviética. Embora exista uma grande área externa, a ação aqui parece direcionar o combate para dentro de seus edifícios, principalmente o central, no qual se encontra o grande estoque de armamentos que dá o nome ao mapa.

Há aqui portões que podem ser abertos ou fechados pelo lado de dentro. Embora pareça ser um recurso simples, é possível criar estratégias buscando a dominação do edifício central para que se consiga o controle das entradas, possibilitando desse modo escolher onde é que a troca de tiros irá ocorrer. Há também bons pontos para franco-atiradores, inclusive alguns que abrangem a entrada de alguns portões e que podem acabar com a diversão daqueles que querem controlá-los.

Uma produção de George Romero

O que era mais esperado pelos jogadores, mesmo aqueles que não se aventuram muito na matança de mortos-vivos, é sem dúvida o mapa Call of the Dead. Quem decidir enfrentá-lo irá presenciar uma pequena cena de introdução na qual George Romero dirige os atores Robert Englund, Danny “Machete” Trejo, Sarah Michelle Gellar e Michael Rooker (famoso por atuar como o Merle Dixie, na série televisiva The Walking Dead) em mais uma de suas produções. Quando um zumbi — com o qual Romero grita para ir embora por não parecer real— interrompe as gravações e ataca a equipe de produção, a ação começa.

A principal diferença que contrasta com as outras fases do mesmo modo é a presença de um morto-vivo ilustre. O diretor George Romero é puxado para as águas do gélido cenário e é transformado em um zumbi com poderes descomunais que irá incomodar os jogadores que decidirem assumir a pele dos astros do horror nessa aventura surreal.

O esquema lembra muito o de Left 4 Dead ao fazer com que os jogadores se unam para sobreviver às hordas de criaturas do além que os atacam. É claro que não nenhuma proibição do game caso alguém decida assumir o papel de lobo solitário para tentar matar de novo todos aqueles que aparecerem pelo caminho, contudo isso é extremamente desaconselhável por conta da presença intimidante do diretor e dos corredores apertados que compõem o mapa.

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Além disso, há alguns detalhes interessantes, como a adição de uma nova Wonder Gun, a V-R11, que traz os zumbis de volta à vida. Assustados, os recém-humanos fogem e atraem outros mortos-vivos ao seu redor. Embora a nova arma seja o oposto do letal, ela é muito útil para ganhar tempo de escapar de grandes quantidades de criaturas ou então para poder reviver os aliados que caíram durante a batalha.

O trabalho de dublagem dos atores é bem interessante também, sendo que durante toda a ação é possível ouvir frases que fazem jus à fama de cada um. Além disso, a versão zumbificada de George Romero, embora consiga agir bastante rápido e atacar furiosamente, pode acabar caindo com a combinação de ataques do grupo. Uma vitória difícil que dá muito orgulho àqueles que a conseguirem (além de uma conquista do tipo que é feita para ser mostrada aos amigos).

Reprovado

A Buffy está desmontando

Embora as feições dos atores em Call of the Dead estejam bem feitas, sendo que eles conseguem ser facilmente reconhecidos, a modelagem dos personagens é muito estranha. Dessa forma, enquanto você acompanha o seu grupo durante a matança, é possível reparar em como seus companheiros andam de uma maneira estranha, mais ou menos como se seus membros não estivessem bem grudados ao restante do corpo. Algo que não acontece nos multiplayers e na campanha, assim como também não ocorre em Five (um dos mapas do modo Zombie presentes da versão original do game que também é estrelado por famosos, como John Kennedy e Fidel Castro).

Exército de um homem só...

Embora os mapas tenham sido bem desenhados, quando não há muitos jogadores pode ocorrer uma tendência de desertificação de seus ambientes. Considerando um máximo de 18 jogadores podem jogar simultaneamente e que muitas vezes os jogos iniciam-se com pouco mais que a metade desse máximo, isso pode acontecer com uma frequência indesejável.

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O que o Machete disse mesmo?

Outro problema, embora menor e facilmente corrigido com uma atualização, é a falta de legendas (até mesmo para o inglês) dentro do conteúdo original. Enquanto nos mapas do multiplayer isso não faz diferença, existem algumas cenas recheadas de diálogos em Call of the Dead em que a ausência de sua transcrição pode atrapalhar quem não possui um bom domínio do idioma.

Faz um desconto?

Um dos maiores problemas que tornam a relação de custo-benefício da adição não muito atraente é o seu custo. O pacote foi lançado por 1200 Microsoft Points, que podem ser comprados por US$ 15 (cerca de R$ 25, na cotação vigente) no caso dos donos de contas americanas da LIVE. Para aqueles que possuem contas da LIVE do Brasil, um pacote de 1000 pontos custa R$ 25. Desse modo, os brasileiros que quiserem adquirir Escalation irão gastar R$ 30, o que parece ser um pouco demais para apenas cinco mapas.

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Vale a pena?

É interessante notar que a Treyarch mantém o suporte ao último game da série Call of Duty lançado mesmo meses após o seu lançamento e com rumores a respeito de um novo game da franquia circulando. Os mapas adicionados ao multiplayer comum são interessantes e oferecem bons recursos aos jogadores, contudo, também não são o ápice da inovação.

Call of the Dead, por sua vez, é uma adição interessante e que possui muitas participações especiais. Porém, além de uma nova arma e da presença de Romero, não há nada de novo — como os ataques com facas de Trejo e os golpes de artes marciais da atriz de Buffy, demonstrados no trailer de divulgação e que permaneceram por lá — que consiga convencer quem não gostava do modo a finalmente se aventurar no ataque dos mortos-vivos.

Na hora de balancear tudo, o que irá contar é quanto cada um gosta do jogo. Para aqueles que não se cansaram de guerrear pela internet com Black Ops, Escalation pode ser uma adição interessante que dará uma renovada ao game. Aqueles que não se cansaram de atirar em zumbis irão gostar de Call of the Dead.

Contudo, Escalation não serve para reanimar aqueles que por algum motivo ou outros já abandonaram Black Ops, assim como não fará aqueles que jogam o game apenas ocasionalmente passem a obra da Treyarch para o grupo de seus favoritos. Se esse for o seu caso, é melhor investir o dinheiro em outro jogo. Caso contrário, talvez Escalation seja aquilo que você estava esperando.

[ATUALIZADO] Novo teaser de Assassin’s Creed: Revelations sugere relação com o primeiro game

E a Ubisoft não para de provocar os fãs da série Assassin's Creed. Depois de divulgar vários teasers relacionados ao suposto novo game da franquia, a companhia continua lançando vídeos que trazem poucas informações, mas já despertam a imaginação da comunidade gamer.

Agora, temos um vídeo que exibe um assassino desconhecido, assim como os números “11011165”, que parece ser uma data: 1165AD. Se a teoria realmente se confirmar, teremos um título que se passa 26 anos antes do início do primeiro Assassin’s Creed, estrelado por Altaïr.

Há pouco tempo, você conferiu outro teaser do game, o qual sugeria uma relação com Assassin’s Creed II e Brotherhood, ambos trazendo histórias referentes aos anos 1400. O novo game supostamente se chamará Assassin’s Creed: Reveletions, mas uma confirmação oficial da Ubisoft só deve ocorrer durante a Electronic Entertainment Expo (E3) deste ano.

ATUALIZAÇÃO: No vídeo, é possível visualizar o brasão da Igreja Ortodoxa — uma ave com duas cabeças. Ela representa o Império Bizantino, cuja capital é Constantinopla, o que nos leva a crer que o game será situado nesse local, provavelmente durante um dos períodos importantes para a região: Cisma da Igreja, Quarta Cruzada, Reconquista ou Queda — cinco ano antes do nascimento de Ezio, de ACII.

ATUALIZAÇÃO 2: A Ubisoft confirmou Assassin's Creed: Revelations e anunciou que o jogo sai em novembro — com edições para Xbox 360, PS3 e PC. Como já especulávamos, o título será ambientado em Constantinopla — capital do Império Bizantino — e terá como protagonistas três gerações de assassinos: Altair, Ezio e Desmond.

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ATUALIZAÇÃO 3: A edição de junho da revista americana Game Informer promete revelar as primeiras informações concretas sobre o novo Assassin's Creed. A prévia da reportagem já passa algumas poucas novidades sobre o título.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O panda mais brutal dos cinemas está pronto para uma nova aventura

Três anos atrás a Dreamworks apresentou Po e sua turma ao mundo. A história do panda e seus amigos — todos mestres do kung fu — conquistou uma legião de fãs nos cinemas e renderam uma série de produtos licenciados, incluindo uma adaptação para os video games. O jogo não causou o mesmo impacto que sua contraparte cinematográfica, no entanto, ambos os projetos devem ganhar continuações em 2011.

Como de costume, o jogo deve explorar elementos que aparecem no filme, além de trazer uma grande variedade de mini games. No entanto, dessa vez temos um grande diferencial, o suporte para o Kinect do Xbox 360.

O dragão guerreiro e os cinco furiosos

Para quem não acompanhou a primeira aventura de Po, basta dizer que por meio de uma série de estripulias o urso panda encontrou seu verdadeiro valor entre os outros guerreiros e se transformou no Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz ao lado de seus amigos.

Agora, Po e os mestres de Kung Fu (Os Cinco Furiosos) — Tigresa, Garça, Louva Deus, Víbora e Macaco — devem encarar um novo desafio, um vilão que planeja usar uma arma secreta para conquistar a China e destruir o kung fu. Para tanto, Po deverá fazer uma viajem pela China para desvendar sua origem e encontrar algo capaz de destruir a tal arma.

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“Everybody was kung fu fightin...” (Todo mundo estava lutando Kung Fu)

Adaptações para os video games de grandes produções cinematográficas já são rotina, especialmente quando o assunto são películas de animação. Entretanto, Kung Fu Panda 2 terá um diferencial, suporte para o Microsoft Kinect.

A edição de Kung Fu Panda 2 para o Xbox 360 terá suporte para o “controle” que captura os movimentos do jogador. Com a ajuda do acessório, você poderá controlar Po em lutas ao lado dos Cinco Furiosos (Furious Five).

O título também contará com um modo de “treino”, no qual o grande mestre Po ensinará os princípios do kung fu. O jogo também utilizará outros recursos do aparelho, como o sistema de microfones, assim, você poderá convocar a ajuda de seus colegas com um grito de guerra.

Img_normalAs edições do título para os outros consoles também trazem algumas surpresas. No Nintendo Wii a uDraw Tablet é o destaque. Por meio da base de desenho digital você poderá criar novos cenários, personalizando todo o jogo. Você também poderá utilizar os acessórios como controladores — na prática é como se você estivesse jogando com a stylus do DS.

Enquanto isso, no PlaySation 3, Kung Fu Panda 2 assume contornos mais hardcore — como um típico brawler. Como em outros jogos do gênero, você poderá realizar combos brutais conforme explora o cenário e resolve quebra-cabeças contextuais.

Quando o assunto são adaptações de filmes os jogadores sempre ficam receosos. Kung Fu Panda 2: The Video Game não é diferente, o material original tem grande potencial, mas é difícil saber exatamente como isso será traduzido para os video games.

O cuidado na hora de apresentar conteúdo diferenciado para cada uma das plataformas é um passo na direção certa e pelo menos garante alguma variedade. Kung Fu Panda 2 estreia nos cinemas no dia 26 de maio e o jogo, que ainda não tem data exata de lançamento, deve chegar na mesma época. O título contará com edições para Xbox 360, PlayStation 3, Wii e Nintendo DS.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

L.A. Noire utilizará funcionalidades do Rockstar Social Club

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A Rockstar anunciou, em um comunicado à imprensa, que L.A. Noire utilizará as funções do Social Club, espécie de rede interna que é utilizada por diversos games da companhia. Ao acessá-la, além de receber uma roupa exclusiva, os jogadores poderão pedir ajuda a outros proprietários do título antes de tomar alguma decisão.

O cadastro no serviço é gratuito. Funções semelhantes também foram utilizadas em jogos como Red Dead Redemption, em que determinadas missões apareciam apenas para aqueles cadastrados no Rockstar Social Club.

Sem querer, Ubisoft revela título de novo Assassin’s Creed

Em sua página no Facebook, a Ubisoft revelou acidentalmente o nome de seu próximo game da franquia Assassin's Creed. A empresa publicou um arquivo em Flash com o título Revelations e o nome do personagem Altaïr em árabe, solicitando aos fãs que acessassem o conteúdo para revelar mais informações sobre o novo jogo.

O conteúdo já foi retirado do ar. A Ubisoft não se pronunciou sobre o vazamento mas, anteriormente, já havia afirmado que um novo Assassin’s Creed seria revelado em maio.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Final Fantasy IV Complete Collection-analise

Embora muita gente critique a longevidade da série, é inegável o fato de que Final Fantasy é uma das franquias mais significativas do mundo dos games. Ao longo de seus 13 episódios e inúmeros spin-offs, a Square Enix criou diferentes histórias e abordou vários temas, criando, assim, aventuras memoráveis.

Algumas delas, porém, se destacam mais do que as outras a ponto de se tornarem atemporais, como é o caso de FF IV. O título foi considerado um divisor de águas quando lançado para SNES, em 1991, por conta de seu enredo complexo e repleto de reviravoltas – algo até então inédito nas narrativas orientais. Ainda que Cecil não tenha a mesma legião de fãs que Cloud Strife, foi a partir de sua trama que a fantasia final se tornou um dos principais nomes no mundo dos RPGs.

Eis que, duas décadas depois, a desenvolvedora decide novamente apostar no clássico. Mesmo com o recente relançamento para Game Boy Advance e o remake para Nintendo DS, a Square fez de Final Fantasy IV: The Complete Collection a edição definitiva do título.

Trate-se de algo maior do que uma compilação remasterizada do game. Em vez de simplesmente trazer uma versão melhorada do original no portátil da Sony, o estúdio adicionou conteúdos extras para agradar os fãs que durante 20 anos aguardaram para conhecer o verdadeiro desfecho do enredo.

O grande destaque está exatamente nas continuações à trama tradicional. O jogo para PSP reconta a mesma história e traz duas sequências: a inédita Interlude e The After Years, lançado exclusivamente para celulares japoneses e que depois chegou à WiiWare.

Aprovado!!

O velho clássico, novas histórias

Como dito, o grande trunfo de Final Fantasy IV: The Complete Collection é trazer três narrativas diferentes, em um único disco. Seja para quem jogou as outras versões ou para quem está conhecendo o universo do game somente agora, a experiência é recompensatória.

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A começar por FF IV original, que continua a encantar mesmo após tanto tempo desde seu lançamento. A história de redenção de Cecil Harvey e a busca pelos cristais místicos para impedir que o rei de Baron destrua o mundo ainda é uma das maiores epopeias criadas pela Square Enix. Todo o decorrer dos fatos, as amizades e as perdas justificam o fato de a trama ser considerada uma das melhores de toda a franquia.

No entanto, são as já citadas sequências que se destacam, pois conseguem dar continuidade aos acontecimentos sem descaracterizar tudo o que havia sido construído até então – algo que aconteceu com Final Fantasy X-2 e FF VII: Dirge of Cerberus. Interlude, por exemplo, é uma história original criada especialmente para este game e se passa um ano após a batalha contra Zemus, se assemelhando muito ao seu antecessor em vários aspectos.

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Já The After Years é o que vai além, já que nos leva 17 anos no futuro. Além da mudança de protagonista – que agora é Ceodore, filho de Cecil –, há também algumas inovações no sistema de combates, como a interferência da Lua em seus ataques e no dos inimigos. Porém, mesmo com as particularidades, as novas narrativas são igualmente divertidas e atraentes.

O interessante é que não é preciso concluir um jogo para iniciar outro. O menu inicial traz opções que permitem selecioná-los na ordem que desejar – mesmo que seja impossível retornar a essa tela sem voltar ao XMB. Sendo assim, caso você já seja familiarizado com FF IV, é possível ir direto para Interlude ou explorar os três mundos paralelamente.

Outro ponto bastante positivo nesta coletânea é o tempo necessário para finalizar todas as tramas. Por serem três RPGs – gênero tradicionalmente longo – reunidos, Final Fantasy IV: The Complete Collection oferece muitas horas de diversão. Para quem reclama que lançamentos atuais são curtos, eis uma boa forma de se entreter por vários dias seguidos.

Visual retrô, mas com uma pitada de inovação

Esqueça o potencial do PSP. Por mais que ele consiga quase se igualar ao PlayStation 2, um gráfico de ponta não é necessário para fazer de FF IV um ótimo game. Prova disso é o visual retrô adotado pela Square Enix nesta compilação.

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A aparência é exatamente a mesma utilizada no Super Nintendo, com a diferença de termos uma remasterização que tornou os sprites muito mais bonitos e trabalhados. Isso faz com que não haja pixels destacados como acontecia na geração 16-bits, mas algo simples e funcional – algo que deve agradar principalmente os fãs mais nostálgicos.

Também foram adicionados novos efeitos para muitas magias, principalmente aquelas com grande poder destrutivo. Explosões estão mais realistas – dentro do limite proposto – e tornam as batalhas mais intensas a partir de determinada parte do enredo. Os desenhos de alguns inimigos foram alterados, embora apenas quem conferiu alguma das edições anteriores consiga perceber essa mudança.

Entretanto, isso não significa que a qualidade das animações da Square deva ser ignorada. Ainda que em menor quantidade, as cenas em computação gráfica estão presentes e conseguem ser tão impressionantes quanto às vistas em lançamentos recentes, como Dissidia Duodecim. Por mais que se limitem às aberturas, é interessante ver Cecil, Ceodore e todos os demais personagens com uma aparência menos infantil.

Feito para os fãs

Se você jogou o original para SNES, saiba de uma coisa: Final Fantasy IV: The Complete Collection foi feito especialmente para você. A preocupação do estúdio em agradar esse público mais velho e saudosista é nítida não somente pelo visual adotado, mas também por uma série de outros recursos.

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A começar pela própria trilha sonora. Logo de início é possível selecionar o estilo adotado para o áudio: o com novos arranjos ou o clássico, ainda em MIDI. Por mais que a primeira esteja muito mais bonita, voltar a ouvir a polifonia do Super Nintendo é algo que vai fazer muito marmanjo querer voltar a ter 7 anos de idade.

A jogabilidade é outro elemento que mantém as raízes tradicionais. Não que alguém esperasse uma modificação nesse sentido, mas em tempos de RPGs de ação, rever o bom e velho turno é algo que vale a pena.

Reprovado!!!!

Feito SÓ para os fãs

Vamos ser sinceros: a geração atual ainda se preocupa muito com gráficos. Não que isso seja algo inteiramente ruim, mas em casos como Final Fantasy IV: The Complete Collection, a preferência por grandes espetáculos na tela pode fazer com que muita gente se afaste do título.

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Como dito anteriormente, a proposta do game é exatamente reproduzir e melhorar o visual do SNES para reviver a experiência apresentada há duas décadas. Com isso, o principal público-alvo é exatamente os fãs que conheceram FF IV quando ele ainda se chamava Final Fantasy 2 – por causa da confusão de nomes criada nos anos 90. Porém, e os jogadores mais novos?

Se você é um dos usuários que tem a aparência dos personagens como prioridade em uma análise, saiba que existem poucos atrativos em The Complete Collection. Com exceção das animações, não há nada que leve o portátil ao máximo ou que consiga se igualar a títulos mais recentes. Se você esperava algo assim, prepare-se para desanimar.

O mesmo pode ser dito da jogabilidade. Os últimos RPGs lançados – incluindo os da própria Square Enix – têm abandonado gradativamente os turnos e adotado um estilo mais dinâmico e próximo da ação. Mesmo se tratando de um clássico, as batalhas menos frenéticas podem não empolgar jogadores que estão habituados a derrotar deuses gregos em tempo real ou com o esmagar de botões.

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Isso não significa que este Final Fantasy IV é ruim, muito pelo contrário. O jogo mantém as mesmas características que o eternizaram, mas a aposta do estúdio em manter características já tidas como ultrapassadas pode atrapalhar a receptividade e afastar os gamers mais novos.

Déjà vu

Por outro lado, FF IV: The Complete Collection também traz um sério problema também para os fãs: o que há realmente de novo? Com exceção de Interlude, não há nada de inédito que justifique mais uma versão do game.

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Trata-se do mesmo visual e história vistos no SNES e no Game Boy Advance. Ainda que tenhamos um melhor polimento nos sprites e nos cenários, pouca coisa mudou. Situação semelhante é a de The After Years, que certamente já foi conferido por quem é realmente apaixonado pela saga de Cecil. Sendo assim, há pouco conteúdo exclusivo que faça valer a pena a nova visita ao reino de Baron.

Além disso, não se trata de uma aventura há tempos esquecida. Como dito anteriormente, houve um relançamento para GBA, em 2005, e um remake para Nintendo DS três anos depois, o que deixa a trama ainda muito recente na memória (e no bolso) dos gamers. Para quem comprou alguma delas, não faz sentido pagar para ter o mesmo jogo.

Vale a pena?

Final Fantasy IV ainda é um dos grandes clássicos dos RPGs. No entanto, isso não quer dizer que a Square Enix deva relançar novas versões com tanta frequência. Por mais que The Complete Collection reúna outros jogos relacionados ao enredo – incluindo um inédito –, quem jogou as edições anteriores dificilmente irá se empolgar em comprar o mesmo game uma segunda (ou terceira) vez.

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No fim das contas, a impressão que temos é que falta alguma orientação de marketing para a Square Enix. Este game poderia ser uma ótima aposta para atrair fãs saudosistas, mas o mercado foi saturado de Cecil nos últimos anos e fez com que a coleção completa perca o brilho merecido. Se tivesse sido lançado antes ou até mesmo depois, certamente seria um título imperdível para qualquer apaixonado por RPGs.

O resultado final dessa superexposição ao herói é nítido: quem jogou as demais versões certamente vai achar a aventura repetitiva e vai se cansar em pouco tempo, já que há poucas inovações ou algo que realmente justifiquem um retorno àquele mundo. Se for para insistir em remakes, que o estúdio ouça o apelo do público e aposte em Final Fantasy VII de uma vez.


pontuação

graficos:nota:70

jogabilidade:nota:75

audio:nota:80

diversão:nota:82

nota final: 74



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Atualizações da XBL, PSN e Nintendo Network

WiiWare

  • Word Searcher Deluxe
  • Learning with the PooYoos: Episode 3 (Demo)

DLC

  • Rock Band
    • Roy Orbison: 75th Birthday Pack

DSiWare

  • Airport Mania: First Flight
  • Inchworm Animation
  • Ubongo

PSN Games

Xbox LIVE Arcade

Games on Demand

Demo

Deal of the Week

DLC